
Apesar da existência de várias modalidades de intervenção psicológica, todas professam o mesmo objetivo: alcançar nível elevado de autoconhecimento do funcionamento da matriz emocional e comportamental do indivíduo que lhe permita uma maior adaptação e autorrealização geral enquanto pessoa. “ O curioso paradoxo é que quando me aceito como sou, então posso mudar!” (Carl Rogers).
Este mudar não se resume apenas á descoberta de si, mas igualmente o compromisso, empenho em descobrir a essência emocional, descobrir a individualidade e liberdade consciente nas relações biopsicossociais. “… O Individuo é, por outras palavras um organismo humano completo e em pleno funcionamento.” (Carl Rogers).
A busca da congruência é a senda mais premente no individuo que se quer descobrir enquanto organismo humano em perfeita harmonia consigo e com os outros. Quando isso não acontece, instala-se uma luta interna pela (re)conquista do bem-estar entretanto perdido ou sem sentido.
Kierkegaard refere que um dos maiores focos no desespero humano é escolher “(…) ser outra pessoa que não ele mesmo (…)”. E que a responsabilidade de descobrir quem realmente somos e o que queremos ser é da suprema responsabilidade de casa um de nós.
Living in others head, é ocorrência comum na perpetuação do desconhecimento de nós próprios, abdicando de forma inconsciente da possibilidade do controlo da nossa vida, o que nos leva frequentemente a uma despersonalização, com a sensação inquietante de viver em função do que os outros esperam de nós, com a sensação da ausência de liberdade, instalando-se inquietação e dor constantes.
Quando ocorre a necessidade de libertação e necessidade de mudança; que se expressa de muitas formas, dependendo das caraterísticas individuais de cada um, o pedido mais premente é o retorno ao Self real e controlo na gestão autónoma da funcionalidade emocional e relacional entretanto afetada e considerada como insatisfatória (intra e interpessoal)
O primeiro passo para uma recuperação é a consciencialização da mudança, aceitação da existência de um problema e, após tentar a sua resolução sem sucesso, não perpetuar o sofrimento e procurar ajuda.
A metodologia e objetivos da Psicoterapia dependem de vários fatores nomeadamente do enquadramento teórico adotado pelo terapeuta e do pedido e objetivos que forem definidos durante a relação terapêutica negociada entre os intervenientes.
A metodologia inspirada pela abordagem humanista, Centrada no Cliente e na Pessoa, carateriza-se pelo absoluto, positivo e incondicional respeito pela condição humana, é manifestada pelas premissa de possibilitar um ambiente de confiança mutua, de liberdade que facilite, a exploração e descoberta de si próprio, do funcionamento da sua matriz emocional e comportamental, que permita a implementação de estratégias de aceitação positiva de si e dos outros e posicionar-se de forma autónoma e consciente e saudável no seu meio relacional de referência atual e futura, tal como descrito no próximo testemunho:
“As consultas de psicologia acima de tudo trouxeram-me tranquilidade e serenidade interior!
Aprendi a lidar e a encarar as situações por uma perspetiva mais racional, a sair da espiral de pensamentos e ideias formatadas com consciência e de forma libertadora.
A aquisição constante de ferramentas ajudou-me a não criar expectativas, mas por outro lado, encarar e aceitar as situações com proveito e ensinamento.
Com leveza, passei a olhar e valorizar a pessoa que sou, consciencializando-me que posso fazer o meu caminho de uma forma mais confiante e segura dos meus valores.”
Cuide da sua saúde mental, valorize-se, torne-se pessoa.




